sábado, 30 de novembro de 2013

Saudade tanta

Ai, que saudade da minha avó!
De quando esboroava o peixe pra eu não engasgar com os espinhos,
das suas mãos macias,
do seu colo...
Dá um medo tão grande de entrar naquela casa de novo
e não encontrá-la em sua cadeira na ponta da mesa da cozinha.
Um medo de me deparar novamente com o inevitável...
e eu fico com um nó preso a garganta
e um choro entalado que me sufoca em toda lembrança
que é de cuidado, de amor...
Estranhamente me pego sorrindo entre lágrimas, e com frequência
ao lembrar dos pedidos-não-pedidos e nunca negados
É triste perder uma vó, é tão triste!
Ainda mais uma vó assim...tão plena, tão Isaura!

- Débora Paixão

3 comentários:

Mateus Borba disse...

Uma avó tão linda que virou essa poesia.

Paixão disse...

Ela era poesia

Paixão disse...

<3