quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Versos a um desconhecido

Quero além de saber, conhecer e descobrir;
Quem é aquele enfermo, o Desconhecido?
O que teria Cido a me dizer?

Quero entender o balbucio dos lábios
Quando as palavras se atropelam
Por falta de voz, ou coragem (?)

Olhos que escondem uma história,
Uma vida que esconde experiência
Que grita em silencio na boca muda.

Olhos que entregam dores e desespero
De esperar não se sabe o quê nem quanto
E talvez nem sequer o pra quê da espera.

Olhos que me retribuem sorrisos
Que os ingratos lábios não podem dar;
Olhos ridos como estrelas.

Olhos que choram suas lágrimas secas
Que não descem, só ofuscam a realidade
Que tem se posto aversiva ao próprio ser

Como pode um estranho nos fazer tão gente
E impotente, por parecer que é menos,
Sendo que pode ser mais que imaginamos?

É mais que carne, alcance de vista, fato
Transcende as barreiras da minha limitação
E traz o inquieto hábito do desassossego.

Cido, com cara de Bené ou Francisco
Que o nome pouco lhe importa diante a fé
Ajudar com o pouco que posso, preciso.

Que não desista da liberdade ilusória
Este leito não prende sua mente junto a ele
Ela o leva onde as pernas não podem levar.

Os olhos falantes e a boca muda
Mostram mais que o uso tido como certo
E por me ensinar, eu rezo e lhe agradeço

Cido ...

(Débora Paixão)

selinho



Recebi este selinho, de duas pessoas muito queridas que vivem a sonhar a Lice e a Gláucia. Não sei bem como funcionam essas coisas, mas cá estou tentando. A gente não pode desistir por achar que não sabe e mais, tá tudo explicadinho ... rs

Vamos às formalidades:

1. Fazer referência a quem me ofertou o selo:

2. Qual tipo de chá que mais gosta:
Nem gosto muito de chá, mas de maçã com canela eu até tomo :)
Prefiro capuccino ou cafézinho quente forte e doce...
3. Quantas colheres de açúcar costuma colocar?
Não sei, vou colocando até achar que tá bom ... rs

4. Indicar 6 blogs:


Acho que isso é tudo pessoal, há!
Um beijo.

sábado, 25 de setembro de 2010

Desengano

Desfazendo enganos
Do ano passado
E dos próximos anos
Dez enganos
Em três anos
A beleza passa
E vai passando
Assa e amassa
Primeiro e último plano
E as asperezas
Relevam
E vão revelando
Em alto relevo
No próprio solo
Nossa arte
Em parte terra;
Noutra, Marte.

(Débora Paixão)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Por trás da verdade disfarçada

Escrevo tanto com a cabeça, que quase nunca uso as mãos. O coração coitado, anda meio analfabeto, ou preguiçoso. Não abre os olhos, se nega ouvir, sentir então... Talvez os calos o tenha endurecido. Nas entrelinhas talvez perceba meu disfarce. Uso isso para negar o que possuo, já que isso é o que trago de mais precioso. Quero carregar sozinha. Mas, não me veja egoísta por isso. Entenda que dói menos. Por doer, talvez eu pareça contraditória, mas não. Não se engane. É o meu disfarce. Eu quero te confundir, antes que me destrua. Não que seja fácil conseguir, é que o mundo ainda gira enquanto a gente dorme e é bem enquanto a gente sonha que o pesadelo acontece.

(Débora Paixão)

domingo, 12 de setembro de 2010

hay que tener cojones

pode tirar o pé da frente
que eu não caio, nem tropeço
a distância entre corpo
e chão, eu sempre meço.

pode tentar me destruir
que a casca é fina, mas de aço
as suas forças só trarão,
mais cedo, seu cansaço.
Débora Paixão

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

.

I
Se a vida eu que faço
desfaço, refaço, embaraço
do cangaço ao cansaço.

Se a mim desconheço
pereço, desmereço, escureço
esqueço meu endereço.

Se o medo é levadiço
mundo movediço, eu iço
pro enguiço meu sumiço.

II
Disfarço, distorço e destroço
Fetos, fatos, fita e foto
De mim, do mundo, de medo

III
Adoço, amargo, salgo, azedo
Traço rotas, retas, metas
Alcanço se quero, não espero

IV
Desespero, não apelo
Pelo charme, mesmo que chame
Amar a mim, mesmo que não ame.

(Débora Paixão)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

1 aninho

Hoje o meu blog faz aniverário junto com algumas pessoas muito queridas. Junto com a "Independência" do Brasil... aaah, mas isso foi mero acaso.

O que eu quero mesmo aqui é agradecer todos os meus amigos que me incentivaram a continuar postando e todos os seguidores (ou paraquedistas) que foram aterrissando em terra desconhecida.

Cada comentário, cada crítica, cada novo seguidor, cada acesso ou até mesmo divulgação (rsrs) são para mim a verdadeira motivação. Tenho, por vezes, a mania de ser muito exigente, logo insegura e quando vejo que o que escrevo fez sentido para alguém, passo a acreditar que tem sentido realmente ...

Não é a intenção do meu blog, ser um diário; quem acompanha sabe. Pode ser até que eu apague esse post depois de um tempo. Não tenho hábito de falar de mim, mas HOJE não vejo outra coisa a fazer senão isso.

Muito obrigada mesmo, a todos vocês, de coração.