quinta-feira, 9 de setembro de 2010

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I
Se a vida eu que faço
desfaço, refaço, embaraço
do cangaço ao cansaço.

Se a mim desconheço
pereço, desmereço, escureço
esqueço meu endereço.

Se o medo é levadiço
mundo movediço, eu iço
pro enguiço meu sumiço.

II
Disfarço, distorço e destroço
Fetos, fatos, fita e foto
De mim, do mundo, de medo

III
Adoço, amargo, salgo, azedo
Traço rotas, retas, metas
Alcanço se quero, não espero

IV
Desespero, não apelo
Pelo charme, mesmo que chame
Amar a mim, mesmo que não ame.

(Débora Paixão)

4 comentários:

Mao disse...

Lindo jogo de palavras!!!

Yago Nogueira disse...

Que perfeição esse texto, tipo, incrível a forma com que fez esse quebra-cabeças de palavras me intrigam profundamente.

Beijos.

Sonhadora disse...

Ah, que perfeita essa Débora!
*-*

"Traço rotas, retas, metas
Alcanço se quero, não espero"

Sinto que tudo se encaixa porque a vida é essa brisa leve que passa acariciando nossas bochechas e levando embora nosso perfume...deixando no lugar essa gama de sensações que você expressou tão lindamente.

Beijo, Paixão.

=]

Paixão disse...

Obrigada, Mao :)

Yago, é só a adrenalina ... rs

Sonhadora, seu comentário já anula qualquer sensação que eu tenha deixado.. rs
Pura poesia!

Beijos procês!