terça-feira, 17 de maio de 2011

Ida Vida


"via a vida passar
debruçada na janela
ela nem via
só olhava
olhava as formas
os movimentos
a dança do vento
a forma das coisas
as cores
não olhava mais
para os seus amores
tampouco olhava ela
para suas dores
olhava ela e nada via
tudo havia e ela nada
tudo era dela e mal sabia
tudo que a vida oferecia
era dado de graça
e sem graça ela
nem sequer sorria
e ela viveu toda a vida
a não ver o que a própria
vida lhe trazia"

(Débora Paixão)

5 comentários:

Mao Punk disse...

Que forte!
Eis o retrato de tanta gente, né? Infelizmente.

Que medo é esse que as pessoas têm das cores, dos sabores, dos aléns?

Pior é saber que todo mundo carrega um pouco desses medos tolos.
Bom é saber que é possível se livrar deles. ;)

Anônimo disse...

e de pensar que tem gente que mal debruça na janela, por medo de testemunhar quão grande é o mundo e suas possibilidades.
Até onde você enxerga, você pode ir.
E infere que pode ir além!

Amanda Lemos disse...

Muito interessante o blog !
Deixo o meu aqui caso queira dar uma olhada, seguir...;

www.bolgdoano.blogspot.com

Muito Obrigada, desde já !

Roberto Borati disse...

bom, muito bom poema de paixão.

:)

Paixão disse...

Obrigada meus caros :)
beijos!