domingo, 27 de setembro de 2009

.coração primaveril.


Uma margarida singela, cheia de vida
Resolveu florescer na seca enfim
E o frescor da estação lavou a ferida
Do gelo que queimou dentro de mim

Subitamente o sol se abriu em meu peito
E trouxe de fora o que havia de mais belo
Escondendo entre o branco e o amarelo
O encanto que havia sido desfeito

Se olhares para dentro de mim agora
Verás que a luz que irradia minh'alma
Não tem a amarga sombra de outrora

Pois esta deu lugar a magia da aurora
Que pelo ar leva a brisa que acalma
E a espalha lentamente, mundo a fora.
Débora Paixão

3 comentários:

Lice disse...

Lindo! Suave como a brisa de um amanhecer de primavera, Débora!

Abraços!!

Carlos disse...

Que belo poema, Paixão!
Rico de significado e musicalidade...

Vontade de ver a primavera...

Uma ótima semana pra você!

disse...

Palavras de uma suavidade...