quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sobre "Caixa de Fósforos"


Dentro da caixa de fósforos,
Há um palito impaciente
Que não consegue dormir,
Pensando receosamente,
Na forma em que deseja partir.
Ideias revolucionárias,
De quem não pode fugir do destino,
Tomam conta do seu pensamento,
E com pesar ele fica contando
Inúmeras mortes ao mesmo tempo.
Se é para morrer mesmo,
Se já não há mais o que fazer,
Que seja ao menos uma morte digna
De causa que valha a pena morrer.
Morrer por morrer não compensa.
Que eu morra para ser lembrado!
Por aquele que dorme e sonha
Ou por quem fica sonhando acordado.
A suplica é que não haja vento
Para anteceder o ritual da morte.
Senão de que valeria isso tudo?
Cabeça quente, pé-frio, sem sorte.
Se eu morrer só pela metade
E antes de morrer eu visse
Que nem a morte pôde me salvar
Da minha própria vida vazia;
Sem luz, sem iluminar...
Desejaria morrer de novo
Só para sentir o fogo queimar.
Débora Paixão

4 comentários:

Geraldo de Barros disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Geraldo de Barros disse...

Deh adorei essa sua "caixa de fósforos", foi de um sensibilidade e criatividade, ótima sacada, parabéns!

Beijos
do Gê.


Ps: agora sim escrevi as palavrinhas corretamente hehe

Paixão disse...

huahuahuhua

obrigada Gê
foi a partir do tópico da comu do PL
vc tem que voltar pra lá .. faz falta!!

beijoss

Fausto Suzuki disse...

Fosse o espírito desse palito um tanto rebelde, um tanto punk, um tanto desgostoso, um tanto contrariado, teria deixado, o dedo do desavisado, um tanto queimado.

Tréplica da visita.
Pode contar: ganhou um fã, e um seguidor.